
PAX
Entre a pedra, a torre e o céu, a paz permanece erguida.
Abertura da exposição. A fé aparece como permanência, matéria e verticalidade.
Exposição Fotográfica
Ensaio fotográfico sobre fé, passagem, limites e silêncio cotidiano.
Texto curatorial
Esta exposição nasce do olhar atento de Eduardo Macário sobre aquilo que normalmente passa despercebido: uma estátua diante da igreja, um pássaro no fio, a lua presa entre cabos, um animal diante do arame, uma árvore amarela entre muros e prédios.
As imagens não procuram o extraordinário. Procuram o instante em que o comum deixa escapar alguma coisa maior: fé, espera, limite, caminho, afeto, memória.
O céu aparece como presença constante, mas não como fuga. Ele paira sobre a cidade, sobre os fios, sobre os muros e sobre as pessoas. É nesse contraste que a série se sustenta: o alto e o concreto, o silêncio e o ruído, a permanência e a passagem.
Mesmo onde tudo contém, a vida ainda procura passagem.
Galeria
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Entre a pedra, a torre e o céu, a paz permanece erguida.
Abertura da exposição. A fé aparece como permanência, matéria e verticalidade.

No alto, a fé se desenha contra a luz.
Transição da fé em pedra para a fé em luz, silhueta e céu.

No fio entre o céu e a cidade, uma pequena pausa.
Respiro visual. A exposição desacelera e troca impacto por silêncio.

Entre cabos e sombras, a noite guarda sua pequena luz.
O céu contemplativo passa a ser atravessado pela cidade.

Mesmo onde tudo contém, a vida ainda procura passagem.
A virada social da mostra: contenção, sobrevivência e liberdade sugerida.

Toda passagem carrega uma direção e uma espera.
Depois do limite, surge uma linha de fuga: caminho, direção e horizonte.

Há caminhos que não levam apenas a lugares, mas a estados da alma.
A ideia de passagem se amplia: dos trilhos marcados à estrada aberta.

Nem todo caminho se faz sozinho.
A travessia deixa de ser paisagem e se torna vínculo.

No cinza da cidade, a vida insiste em florescer.
A resistência aparece como cor viva no meio do concreto.

Entre paredes e céu, a cidade permanece distante.
Da mesma janela do ipê amarelo, o olhar sobe e encontra distância.

Há presenças que permanecem mesmo quando a luz se recolhe.
Início do encerramento: memória, recolhimento e silêncio.

O tempo também ergue seus muros contra o céu.
Fechamento da mostra. A torre da fé dá lugar à torre do tempo e da cidade.
Ele apenas exige demora. Nestas imagens, o céu não está distante da vida cotidiana. Ele aparece sobre os muros, os fios, as ruas, os prédios e os caminhos — como se lembrasse que mesmo aquilo que passa também permanece.
Autor
Fotógrafo autoral desta série. Seu olhar parte do cotidiano urbano, familiar e espiritual para encontrar, em cenas comuns, sinais de permanência, passagem, resistência e silêncio.
Aquisição de obras
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